sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Meu Amor...


Ainda que os anos se sucedam,

Que os meus cabelos embranqueçam,

Que finas rugas comecem a sulcar-me o rosto,

Que o cansaço me faça perder as forças,

Nunca te poderei esquecer...

Eterno amor,

O caminho das almas gémeas é assim...

Feito de encontros e desencontros,

Unidos sempre por laços invisíveis,

Segredos calados em noites frias.

Serás sempre tu,

Secreto amor escondido em mim...

Ainda que muitos invernos se sucedam,

Que as aves cheguem em cada nova primavera,

Tu estarás sempre aqui...

És o ar que respiro,

O sorriso que me acende o olhar,

O aroma que me beija a pele,

És chama que guardo no peito,


És e serás...

Sempre o meu eterno amor...





Helena Peixoto

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Para os meus amigos...

Do fundo do baú das minhas memórias...

Earth Song - Um alerta sobre o ambiente

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Pablo Neruda - Te Amo

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Homenagem a Fernando Peixoto


sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Parabéns Barack Obama!


O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu hoje o Prémio Nobel da Paz "pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos". Obama chegou à presidência em Janeiro.


"O comité deu muita importância à visão e aos esforços de Obama com vista a um mundo sem armas nucleares", declarou o presidente do comité, Thorbjoern Jagland. "Só muito raramente uma pessoa conseguiu como Obama capturar a atenção do mundo e dar às pessoas esperança para um futuro melhor", afirmou ainda o comité, avaliando que “a diplomacia [de Obama] é fundada no conceito de que aqueles que lideram o mundo têm de o fazer tendo por base valores e atitudes que são partilhados pela maioria da população mundial”.

Obama fez do desarmamento nuclear topo das prioridades da sua política externa – nomeadamente relançando negociações com a Rússia e fazendo mexer o tabuleiro internacional no sentido de pressionar as duas consensuais “potenciais ameaças” nucleares (Irão e Coreia do Norte) – além de vir a envidar esforços de monta para reactivar o processo de paz no Médio Oriente. No mês passado liderou a histórica reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em que foi aprovada de forma unânime uma resolução instando os países dotados de armamento nuclear a reduzirem esse poder bélico.

Mas, apesar dos ambiciosos objectivos internacionais, o Presidente norte-americano ainda não conseguiu romper o impasse nas negociações entre Israelitas e palestinianos, tão pouco obteve quaisquer resultados no que toca ao polémico programa nuclear iraniano. A par disto tem pela frente muito difíceis escolhas a fazer nos terrenos de guerra em que os Estados Unidos estão envolvidos, à cabeça sobre a forma como conduzir a guerra no Afeganistão.

Houve um recorde de 205 nomeações este ano. Entre os nomeados estava o primeiro-ministro do Zimbabwe, Morgan Tsvangirai, e um dissidente chinês. O prémio será entregue em Oslo a 10 de Dezembro, data da morte do seu fundador, o industrial e filantropo sueco Alfred Nobel.

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Grito - Amália Hoje

domingo, 4 de Outubro de 2009

Homenagem a Fernando Peixoto


Caros Amigos,


No próximo dia 31.10, pelas 21.30h, no Auditório Municipal de Gaia, a Associação das Colectividades de Gaia vai homenagear o meu pai, evocando todo o seu percurso de vida.
Será um espectáculo com música, teatro e poesia com textos de sua autoria.
Para reservar o seu convite, envie urgentemente um email para helena_peixoto@sapo.pt, com o número de convites que pretende reservar.


Melhores cumprimentos,




Helena Peixoto

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Carta de um Contratado

Um dos mais belos poemas em lingua portuguesa...

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Até sempre Patrick Swayze...

Hoje, aos 57 anos de idade, Patrick Swayze perdeu a batalha contra um cancro de pâncreas.

Todos aqueles que nos fazem sonhar são eternos... e ele não é excepção, tendo colorido os sonhos de milhares de adolescentes da minha geração, com filmes como "Dirty Dancing", "Ghost" ou a inesquecível série "Norte e Sul".

Aqui fica um video pouco conhecido que revela as suas excepcionais qualidades de bailarino.

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Para um dos melhores professores...

Hoje reencontrei um dos melhores professores que cruzou o meu percurso educativo.

Ele foi um dos modelos mais importantes para o exercício da minha profissão.

Ao Manuel António Ribeiro, hoje meu colega, o meu mais sincero agradecimento pela sua entrega, por continuar a fazer da tarefa de leccionar o mais belo acto de amor.

domingo, 23 de Agosto de 2009

Para sonhar...

domingo, 9 de Agosto de 2009

Raul Solnado... um sorriso, uma vida...

sábado, 8 de Agosto de 2009

Recordar um dos maiores actores portugueses...







A voz de Raul Solnado calou-se hoje aos 79 anos...

A nossa homenagem a uma voz incomparável que hoje desaparece mas que continuará eterna nos magnificos desempenhos ao longo de toda uma vida...

quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Dizer-te adeus...


Queria pensar,
Ouvir o múrmurio do vento,
Ordenar ao universo que parasse,
Apenas alguns segundos...
Segredar às ondas a angústia...
De te dizer adeus...

Sei que vais partir,
Levas contigo
Pedaços quebrados
Da minha alma...

Por entre o rumor da chuva
Que me escorre na vidraça
Escrevo o teu nome no horizonte...

Uma parte de mim
Acompanha o teu silêncio...
As mãos tremem-me,
Disfarço o rubor das minhas faces
E as gotas de amargura,
Que teimam em saltar dos meus olhos...

Despeço-me de ti,
Num murmúrio
Dizes adeus...
E partes
Levando contigo o meu coração...

Helena Peixoto

Para todos os poetas...

Para ti também Pai...

Te amaré - Miguel Bosé

Há musicas cujas letras dispensam quaisquer palavras... e dizem tudo o que nos vai no coração...

Si tu no vuelves...

Um adeus...

sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Celebração do Amor...

domingo, 26 de Julho de 2009

Os filmes da minha vida...

Toda a sexta-feira... - Belo Velloso

Fico sem palavras... Lindo!!!

Silêncio...





É perdida no silêncio que melhor escuto a tua voz...
Sussurras -me ao ouvido,
Tudo que em meus sonhos quis ouvir,
Como o rumorejar das ondas,
Como o luar que me beija o rosto,
Como um rastilho que me incendeia a pele...
É na escuridão da noite que melhor te vejo...
Numa ansia adivinho e inspiro o teu perfume,
E mergulho...
Por entre o sabor a mel dos teus lábios,

E eis que a madrugada entra em mim...

Sou apenas tua,
E tu,
Apenas meu...



Helena Peixoto

Chuva...

Por entre as lágrimas da chuva,

O meu corpo reclama o teu silêncio...

Sufoco a dor na garganta,

Tento até sorrir...

Mas quando te deixo,

Sou apenas eu e a solidão amarga...

Talvez nem te apercebas,

Talvez nem notes,

Que misturo minhas lágrimas na chuva...

Helena Peixoto

sábado, 25 de Julho de 2009

Parabéns Pai!

Parabéns Pai!
Hoje completas 62 anos.
Por pensar que há laços que são mais fortes do que a vida e a morte, onde quer que estejas, sabemos que estarás sempre ao nosso lado, entre os nossos sonhos, nas nossas músicas, entre as tábuas de um palco qualquer.
Para ti neste dia, um poema muito especial para nós dois e que guardo na memória duma noite de poesia em 1985, em que pela primeira vez pisamos juntos um palco.
Um beijo, um beijo do tamanho do mundo que eu e as tuas netas te deixamos aqui sob a forma de poema...



Rosas Vermelhas



Nasci em Maio, o mês das rosas, diz-se. Talvez por isso eu fiz da rosa a minha flor, um símbolo, uma espécie de bandeira para mim mesmo. E todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, no dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã (que foi a hora em que eu nasci), a minha mãe abria a porta do meu quarto, acordava-me com um beijo e colocava numa jarra um ramo de rosas vermelhas, sem palavras. Só as suas mãos, compondo as rosas, oficiavam nesse estranho silêncio cheio de ritos e ternura.



Nesse tempo o Sol nascia exactamente no meu quarto. Eu abria a janela. Em frente era o largo, a velha árvore do largo dos ciganos.



Quando chegava o mês de Maio, eu abria a janela e ficava bêbado desse cheiro a fogueiras, carroças e ciganos. E respirava o ar de todas as viagens, da minha janela, capital do mundo, debruçado sobre o largo onde começavam todos os caminhos. E tudo estava certo, nesse tempo, ou, pelo menos, nada tinha o sabor do irremediável.



Nem mesmo a morte da minha tia. Por muito tempo ela ficou nos retratos e no jardim, bordando à sombra das magnólias, andando pela casa nos pequenos ruídos do dia-a-dia, até que, pouco a pouco, se foi confundindo com as muitas ausências que vinham sentar-se na cadeira, onde, dantes, minha tia se sentava.



E eu dormia poisado sobre a eternidade, como se tudo estivesse certo para sempre, eu dormia com muitos olhos, muitos gestos vigilantes sobre o meu sono. Por vezes tinha pesadelos, acordava, inquieto, a meio da noite, qualquer coisa parecia querer despedaçar-se e então exclamava:



- Mãe!



E logo essa voz, tão calma, entrava dentro de mim, mandava embora os fantasmas, e era de novo o meu quarto, a doce quentura da minha casa no cimo da ternura. Não havia polícia nesse tempo. Ninguém roubaria a tranquilidade do meu sono, ninguém viria a meio da noite para me levar, porque bastava eu chamar:



- Mãe!



E logo uma voz, tão calma, mandava embora os fantasmas.



E era a paz, nesse tempo, em que todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, o dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã, a minha mãe abria a porta do meu quarto e colocava, religiosamente, um ramo de rosas vermelhas sobre a minha vida, nesse tempo, em que dormir, acordar, nascer, crescer, viver, morrer, eram um rito no rito das estações.



Em Maio de 1963 eu estava na cadeia.



Por vezes, a meio da noite, um grito abalava as traves da minha cabeça, direi mesmo da minha vida, e eu acordava suado, dolorido, como se um rato (talvez o medo?) me roesse o estômago. E era inútil chamar. Onde ficara essa voz que dantes vinha repor o sono no seu lugar, repondo a paz dentro de mim? E as manhãs penduradas no mês de Maio, onde acordar era uma festa? Onde ficara a ternura? Onde ficara a minha vida?



Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Dormia – como direi? – acordado sobre cada minuto. Tinha aprendido o irremediável. Alguma coisa, dentro de mim, se despedaçara para sempre (para sempre? Que quer dizer para sempre?).



Era inútil chamar. Tinha aprendido, fisicamente, a solidão. Embora na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse, como se fosse a voz longínqua do meu povo:



- Coragem!



Eu estava, pela primeira vez, fisicamente só, dentro do meu sono povoado por esse grito que estalava por vezes as traves da minha cabeça (onde essa voz que mandava embora os fantasmas?).



E era terrível essa manhã sem manhã, essa realidade branca e gelada, toda feita de paredes, grades, perguntas, gritos. Mesmo que na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse:



- Bom dia! era terrível acordar nessa estreita paisagem com sete passos de comprimento por sete de largura, tão hostil, tão dolorosa como as regiões dos pesadelos. Porque acordar era ter a certeza de que a realidade não desmentiria o pesadelo. Mesmo que os meus dedos batendo na parede transmitissem notícias dum homem que podia responder:



- Bom dia! de cabeça erguida era terrível acordar no mês de Maio, com a certeza de que no dia 12 a minha mãe não entraria pelo meu quarto, deixando-me na fronte um beijo, e rosas vermelhas sobre os meus vinte e sete anos.



Talvez seja preciso renunciar à felicidade para conquistar a felicidade.



Eu estava na cadeia em Maio de 1963.



Tinha aprendido a solidão. Tinha aprendido que se pode gritar com todas as nossas forças quando se acorda a meio da noite com um grito na cabeça e um rato (talvez o medo?), roendo-nos o estômago, que ninguém, ninguém virá repor a paz dentro de nós. E, então, é a altura de saber se as traves mestras dum homem resistirão. Pois só a tua voz, amigo, responderá ao teu apelo torturado na noite. E, nessa hora (a mais solitária das horas), se conseguires cerrar os dentes, dar um murro na parede, acender um cigarro, se conseguires vencer esse encontro com a solidão no mais fundo de ti próprio, com que alegria, com que estranha alegria, na manhã seguinte, tu responderás:



- Bom dia!, mesmo que seja terrível acordar no mês de Maio, nessa estreita paisagem, gelada e branca, com sete passos de comprimento por sete de largura.



É certo que se podem escolher outros caminhos. Mas poderia eu ter escolhido outro caminho? Acaso poderia dormir descansado, onde quer que estivesse, sabendo que algures, na noite, há homens que batem, há homens que gritam?



Os fantasmas tinham entrado no meu sono, invadiram a minha casa no cimo da ternura; os fantasmas eram donos do País. E se eles viessem de repente, a meio da noite, e eu chamasse:



- Mãe!



A voz (tão calma) de minha mãe já nada poderia contra eles. Era um trabalho para mim, uma tarefa para todos aqueles que não podem suportar a sujeição. Eu nunca pude suportar a sujeição. Acaso poderia ter escolhido outro caminho?



Por isso, em Maio de 1963, eu estava na cadeia, isto é, de certo modo, eu estava no meu posto.



No dia 12 não acordei com o beijo de minha mãe.



Porém, nessa manhã (não posso dizer ao certo porque não tinha relógio, mas talvez – quem sabe? -, às dez e um quarto, que foi a hora em que eu nasci), o carcereiro abriu a porta e entregou-me, já aberta, uma carta de minha mãe. E ao desdobrar as folhas que vinham dentro do sobrescrito violado, a pétala vermelha, duma rosa vermelha, caiu, como uma lágrima de sangue, no chão da minha cela.






Manuel Alegre (in Praça da Canção)

sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Memories...

Há momentos na vida da mais pura magia... em que olhares dançam e almas se fundem para todo o sempre, mergulhando na eternidade... É assim o amor...

As músicas da minha vida...

quinta-feira, 23 de Julho de 2009

As músicas da minha vida...

Quando duas almas se encontram explode a capacidade criativa e surgem músicas verdadeiramente mágicas como esta... No fundo, o amor é a mais pura e bela das magias... e ninguém se cruza por acaso...

terça-feira, 21 de Julho de 2009

Uma das músicas da minha vida...

Uma lição para a vida...

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Pablo Neruda - Poema 20

terça-feira, 7 de Julho de 2009

Saudade



É no calor do teu abraço,
que ainda me queima a pele que te recordo...
Amor meu,
Magia pura
E solidão...
Um nó na garganta
O corpo que reclama a tua ausência...
Os lábios que gretam, secos
Clamam pelo mel inebriante do teu beijo...
Um dia,
Quando a morte chegar,
Vem com ela...
Quero adormecer uma última vez nos teus braços...

Uma lágrima sulca aos poucos o meu rosto...
Cai cristalina,
Mistura na água da chuva...
Já nem sei se sou eu ou o ceú...
Quem de amor chora por ti...

Helena Peixoto

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Earth Song - Michael Jackson

domingo, 28 de Junho de 2009

Um apelo de mãe...

Caros amigos,

Não resisti a publicar por aqui este apelo de uns pais que lutam para dar ao seu filho aquilo que deveria ser o nosso estado a providenciar... Aqui fica na integra o email que me chegou com este apelo e este sorriso delicioso do Dinis... Porque na internet, assim como na vida, devemos ter sempre como primeira vocação a solidariedade.
Um abraço,
Helena Peixoto

Envio este email porque preciso da ajuda de todos vós Tenho um filho de 14 meses, o Dinis, que nasceu a 20-02-2008, com graves lesões cerebrais (que ocorreram ainda durante a gravidez) cuja causa é ainda desconhecida. O Dinis tem uma doença neurológica grave de que padecem apenas 20 pessoas em todo o mundo (nenhum caso em Portugal). Após ter levado o meu filho à consulta de neuropediatria no Hospital Dona Estefânia e após dezenas de exames, foi-lhe diagnosticada uma doença raríssima que está ainda em a ser estudada, cujo nome é designado por leucoencefalopatia com calcificações e quistos cerebrais e que está a associado a um síndrome de "COATS". Da parte neurológica o Dinis poderá vir a ter uma série de complicações a nível motor e até a nível cognitivo, mas este departamento é ainda muito reservado pois a doença era até então completamente desconhecida pelos nossos especialistas em Portugal. A doença de COATS é também conhecida como Telangiectasia Retiniana e Retinite Exudativa. Sabe-se que não é uma doença hereditária, porém a sua origem assim como a leucoencefalopatia ainda não foi completamente elucidada pela ciência.É uma condição em que há desenvolvimento anormal dos vasos que irrigam a retina. Os vasos ficam dilatados, e ocorre extravasamento do soro sanguíneo para a porção posterior do olho. A retina fica então edemaciada, podendo ocorrer o seu descolamento total ou parcial, o que é o caso do olho direito do Dinis. Pode ter apresentação também como múltiplos aneurismas dos vasos retinianos, que causam degeneração dessa estrutura ocular. É uma enfermidade progressiva, ou seja, desenvolve-se lentamente. Portanto, o tratamento precoce é extremamente importante para que seja possível salvar a visão do meu filho. Se a doença avançar muito, ocorre perda total da visão. Em estágio final, a enucleação (retirada do olho) é um potencial desfecho. O meu filho foi observado no Hospital Dona Estefânia pelo Dr. José Carlos Mesquita que me encaminhou para uma especialista que observou o meu filho em Badajoz a 27-04-2009.
Esse especialista, o Catedrático Dr. José Fernandez-Vigo reencaminhou o Dinis para um especialista em Barcelona, o Dr. Corcóstegui, por ter entendido que se tratava de um caso tão especial e minucioso que merecia os cuidados daquele especialista em problemas da retina.
O Dinis foi submetido a uma 1ª cirurgia no passado dia 30/04/2009 onde iremos regressar a 25/05/2009 para observarmos os resultados da 1ª cirurgia, saber se o Dinis terá esperança para o olho Direito e saber se será submetido a mais cirurgias...
O Dinis tem descolamento de retina do olho Direito bem como uma prega que não poderá ser removida nem tratada.
O motivo pelo qual recorrermos a médicos estrangeiros foi derivado à grande tecnologia associada a excelentes especialistas e técnicas que são utilizadas nestes casos e por acreditarmos numa maior rapidez em termos de tratamento pois em Portugal seria um processo muito lento e penoso e quem sabe irreversível para o Dinis.
Começámos por tratar o problema dos olhos e de seguida vamos focalizar-nos no tratamento e na prevenção relativamente ao seu problema neurológico "leucoencefalopatia quistos e calcificações cerebrais".
Em Portugal este problema é completamente desconhecido pelos nossos especialistas e nós, enquanto pais, gostaríamos de levar o nosso filho a um especialista, clínica, onde quer que seja para que nos ensinem a viver com este problema pois receamos que o tempo passe em demasia e que depois nada possamos fazer por ser tarde demais.
Queremos certificar-nos que esta doença rara, que tanto quanto sabemos afecta 20 pessoas em todo o mundo, tem algum tipo de tratamento preventivo para que não se venha a manifestar no Dinis mais tarde, ou seja, sabemos que o Dinis teve lesões cerebrais ainda durante a sua gestação, e que lhe causaram esta patologia, mas na realidade não sabemos o que esperar num futuro em termos motores e cognitivos.
É uma tortura muito grande pois temos um problema sério em mãos do qual não temos conhecimento de cariz médico ou artigos que nos ajudem a compreender o que está e o que virá a acontecer e em Portugal não existe nenhum caso para comparar ou que nos diga qual o rumo que a patologia do Dinis vai seguir no futuro.
O Dr. José Pedro Vieira, neuropediatra do Dinis, um especialista incansável, está neste momento a reunir toda a informação médica através de artigos estrangeiros para poder estudar o caso do Dinis, caso que nunca vira antes, falou-nos dum caso semelhante em Londres, mas nada mais. Falou-nos também numa possível ida ao Hospital Pediátrico de Philadelphia pois é onde crê que haverá meios para tratarmos o Dinis de uma forma preventiva uma vez que este hospital é o melhor de todos os Estados Unidos da América.
Gostaríamos de ir até onde fosse possível para que o nosso filho seja observado por um especialista conhecedor do problema e que nos explique qual a melhor forma de evitarmos o desenvolvimento negativo da doença para que o Dinis venha a ser uma criança saudável e feliz.
Devemos isso ao Dinis....ele é uma criança de 14 meses e merece tudo de bom que a vida tem para lhe dar e se isso estiver ao nosso alcance.... só uma grande força nos impedirá.
A ida do Dinis pela segunda vez a Barcelona está marcada para dia 25/05/2009.
A ida do Dinis a Philadelphia está pendente de recursos financeiros pelo que a ajuda de todos será preciosa.
O NIB da conta do Dinis é: 0079 0000 3647 1370 1014 6
O Dinis e nós ficaremos eternamente gratos......um bem haja a todos
Ana Terceiro / Paulo Rosa

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Para ti...




Dorme meu amor...
Descansa,
Relaxa na suavidade de uma nuvem,
Sonha com o futuro,
Voa até ao âmago da alma
E descobre...
Os segredos que não deixas fluir,
Os sentimentos que sufocas,
Mas que leio nos teus olhos,

Dorme meu amor...
Descansa,
Imerge com os pensamentos nas profundezas dos tempos
E descobre,
Para nós dois...
O caminho secreto da felicidade...
Helena Peixoto

domingo, 14 de Junho de 2009

Porque não podemos deixar de lutar...

Porque não podemos virar a cara ao cancro...

terça-feira, 2 de Junho de 2009

Eliot...

Este video, denominado "99 balloons" conta a história de um bebé que nasceu com trissomia 18. E o que tem esta história de diferente face a tantas outras de crianças que nascem com problemas de saúde? Os pais de Eliot souberam que ele tinha um prognóstico de vida muito complicado quando ele ainda estava na barriga, com 30 semanas. A diferença está no facto destes pais terem escolhido celebrar os 99 dias que este bebé viveu, aproveitando cada segundo e escolhendo ficar triste e lamentarem-se quando ele já tivesse partido. Este video é uma homenagem a todos que um dia perderam alguém e enfrentaram a batalha pela vida com coragem, aproveitando cada minuto, saboreando cada sorriso, vivendo cada momento. É também um alerta a todos nós, que perdemos tanto tempo da nossa existência e da vida daqueles que amamos com questões de menor importância. Perdoem-me colocar um video em inglês mas a importância da sua mensagem justifica todos os esforços de leitura e tradução... CARPE DIEM!

sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Para todos os loucos...

Para todos os "loucos" que cometem a loucura de continuar a sonhar...

quinta-feira, 28 de Maio de 2009

"Nova História de Portugal"


Sinopse da estória (história) de Portugal ós códradinhos e com bué da realidade. YA!!!...

Tudo começou com um tal Henriques que não se dava bem com a mãe, com quem andou à espadeirada e que, mais tarde, convidou uns mânfios do norte da Europa para um arraial de cascudos numa pandilha de mauritanos que tinham umas hortas lá para as bandas do Tejo.

Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer, mas
não teve muito tempo para lhe apreciar o salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e esticou os mangericos.

Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor.

Para isto não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal João que, ajudado por um velho compincha afoito para a porrada, conseguiu por os

espanhóis a enformar pão e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos.

Este saiu-se de tal maneira bem, que meteu os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Maputo, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau.

A cena foi dando para a descontra, principalmente depois do Albuquerque ter dito à malta para mocar as indianas porque isso era bom para o império.

Como, naquele tempo, ainda não se conhecia o futebol, a malta atirou-se de cabeça ao mulherio.

Acontece, porém, que o Albuquerque gostava de malhar nos indus, até os tipos dizerem que o Manuel (o manda-chuva cá do sítio) era o maior.

Ora, para isso, precisava da malta nos barcos -- mas os gajos não estavam para aí virados: só queiram comer as garinas.

O Albuquerque não aparou a jogada e vai de experimentar o material; foi então que descobriu que as indianas andavam a ler uma cena muito à frente, chamada Kama Sutra, que lhes permitia meter o portugueses em sentido durante dias a fio.

Aquilo era um desatino porque a malta nunca tinha comido tanto grelo na vida.

Daí que nunca mais quisesse voltar para casa.

E, assim, tendo ficado por aquelas bandas, desataram a fazer filhos aos molhos e é por isso que há tantos monhés com nomes portugueses.

Entretanto, por cá, a bagalhoça começou a faltar e a tribo ficou nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação.

Eis senão quando o Sebastião -- um puto que foi posto a governar isto e que gostava de tretas de aventuras, batalhas e o carolo que o Camões lhe lia -- foi contactado pelo Maluco (um marroquino que tinha umas odaliscas por conta dele) para o ajudar a aumentar o território.

O Sebastião alinhou na jogada e toca de montar uma grande co-produção em África, com montes de figurantes e cavalgaduras.

O espectáculo correu mal porque o Maluco roeu a corda, passou-se para a concorrência a meio do filme e aquilo acabou no maior estaladão de que há memória em Alcácer-Quibir, a ponto do Sebastião -- que, ao embarcar para lá, dissera ao pessoal que ficou no cais a célebre frase "Vou ali e já venho!..." -- ter desaparecido no meio da barafunda e, por causa disso, ainda há quem esteja à espera que o tipo volte para casa numa manhã de nevoeiro, para passar despercebido aos jornalistas.

Felizmente para nós, ele tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé até chegar outro João, que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e que acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos.

Com conventos a mais e dinheiro a menos, as coisas lá se iam aguentando até
começar tudo a abanar numa manhã de Novembro.

Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez, graças a um caramelo também chamado Sebastião que

tinha jeito para a bricolage e que não era mau tipo apesar das perucas um pouco amaricadas.

Estava a barraca composta e tranquila quando o Napoleão bateu à porta a perguntar ao Pedro se podia vir brincar, mas o irmão mais novo, o Miguel, teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano antes deste ir a caminho do Brasil para tratar de uns negócios.

A malta começou a votar, mas as coisas não melhoraram por aí além e foi por
isso que o Carlos anafado e o filho levaram uns tiros nos coiratos quando passeavam de carroça pelo Terreiro do Paço.

Aí, o pessoal assustou-se com o barulho e escondeu-se num buraco na Flandres onde continuaram a ouvir tiros, mas apontados a eles e disparados por alemães.

Ao intervalo, já perdiam por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque
os alemães concordaram em voltar para casa e estudar novas tácticas que deram resultado dali a uns anos.

Não fosse um velhote de Santa Comba Dão, a confusão tinha continuado; felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa mesmo que andassem por aí a espalhar boatos.

Comunistas dum camandro!

Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo e a coisa complicou-se até que foi preciso pôr um chaimite e um molho de cravos em cima do assunto.

Porém, a cena ficou marada a ponto dos intrujas que mandavam terem andado a pedir no estrangeiro.

Ainda ouve uns valentes encontrões e uns balásios pelo meio mas, como o povo é sereno, a malta acalmou-se.

Certo dia, um Mário qualquer, assinou um papel e disse que, finalmente, já estávamos na Europa.

A malta ainda hoje não percebe onde é que viveu este tempo todo e se, de cada vez que vai comer percebes a Cacilhas, atravessava o Mediterâneo e atracava em Marrocos.

Mais tarde, o Guterres, um cromo que só gostava de dialogar, ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial.

A malta gostou; o pior, foi quando afiou a moca para ganhar o Europeu e acabou por levar uns recuerdos da Grécia na final.

Entretanto, uns tipos muito bem na vida, desataram a despejar contos (diz-se que um milhão por dia ) neste jardim à beira mar plantado, mas as más línguas dizem que Prof. algarvio, grande economista, só mandou fazer estradas para se poder chegar a 120 à hora ao primeiro engarrafamento.

Desenvolvimento económico, nicles. Indústria, química, investigação?

Bah, essas tretas não eram para nós.

Carros de alta gama, especulação imobiliária e bolsista é que davam guito. O resultado viu-se.

Depois veio um mangas, diz-se que Durão, que quis ficar na fotografia e, logo a seguir, bazou para Bruxelas, deixando por cá um tal Lopes, que levou uma corrida em osso, após o que o poleiro foi ocupado por um tipo com muito má pinta, um tal Sócrates que tem o nariz maior que o do Pinóquio e de filósofo não tem nada.

Esse moinante, antes da bernarda rebentar, em vez de ajudar as famílias à rasca, decidiu dar uma mãozinha aos pobres banqueiros, deixando o Zé a beira de um ataque de nervos.

E o Cavaco?

O Cavaco foi com o Pai Natal e o palhaço, no comboio, ao circo!

*FIM*

sexta-feira, 15 de Maio de 2009


Libertango - ViceVersa

quarta-feira, 13 de Maio de 2009

SER PROFESSOR...



Esta é a singela homenagem para todos aqueles que, dia após dia, continuam a fazer das fraquezas forças, teimam em sonhar e acreditar no futuro...

quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Tertulias Poesis


O Presidente da Junta de Freguesia de Paranhos, através do Pelouro da Cultura e Divulgação do Património convida V. Exa. e Exma. Família para as Sessões de Poesia que em parceria com o Grupo Cultural Poesis, vão levar a efeito a partir deste mês de Maio, "Tertúlias Poesis", nos segundos Sábados de cada mês, às 21 horas e 30 minutos.
Com esta parceria, estão de regresso e para ficar, as tertúlias a que a a Casa da Cultura e a Poesis nos habituaram, agora em parceria, sempre em forma de conversa despretensiosa e sem tabús, a par de intervenções poéticas e polémicas, onde o aceitar das diferenças é ponto de honra.

A primeira Tertúlia Poesis, vai ter lugar no dia 8 de Maio, na Casa da Cultura de Paranhos, no Porto, no Largo do Campo Lindo, 7, tendo como convidado, o bem conhecido artista :

Onofre Varela

Biografia:
Começou a trabalhar aos 14 anos como tipógrafo e ia frequentando a Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, até ser mobilizado para Angola, onde esteve de 1965 a 1968. Aí estreou-se na revista Notícia, com banda desenhada. Na evolução da sua carreira profissional, saltou das litografias para agências de publicidade e destas para os jornais.
N’O Primeiro de Janeiro, entrou como maquetista e ilustrador, em 1970. Ilustrador, Cartunista Nas revistas e jornais, a sua actividade de escritor enlaça-se com a de ilustrador e caricaturista. Foi responsável gráfico do Notícias da Tarde e de O Jogo. Publicou caricatura em O Tripeiro e em O Comércio do Porto ,onde dirigiu graficamente o suplemento “Encontro”. Colaborou com a RTP desenhando em directo no programa Às Dez. Ilustrou manuais escolares e contos infantis da Porto Editora.


Culminou a sua carreira como Ilustrador Principal do Jornal de Notícias ,onde, durante uma década, publicou caricatura, desenhos, textos. Como cartunista fez uma exposição retrospectiva dos seus 25 anos de ilustrador, no Salão Jardim do Coliseu do Porto, 1994. Participou na exposição “Mário Soares visto pelos caricaturistas”, no Palácio de Belém.
Pintor. Participou em diversas exposições colectivas em Espanha, França, Jugoslávia, Turquia, Macau, Dinamarca e Brasil. Escritor
Publicou os livros Cimbalino Curto (2000) e O Peter Pan Não Existe - Reflexões de um Ateu, Ed. Caminho, 2007. Tem textos e desenhos nas revistas Campismo e Caravanismo, Hobby e nos jornais O Chato, O Olho, A Pantera… Em O Primeiro de Janeiro, escreveu uma rubrica semanal, intitulada “Ovnis Existem”, que durou de 1978 a 1981 (133 artigos). Foi repórter da Quinzena do Porto. Colabora nos jornais O Gaiense, Soberania do Povo (Águeda), Gazeta de Paços de Ferreira e Correio Alentejo.

quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Liberdade de Expressão...

sábado, 25 de Abril de 2009

25 Abril de 1974

PRESO

Homenagem aos que morreram nas cadeias fascistas


Foram noites e noites sem dormir,
foram dias e dias sem contar,
sempre as mesmas palavras para ouvir,
sempre os mesmos insultos a escutar,

sempre os mesmos bastões a carregar,
mais os choques, a lâmina a ferir,
o cigarro na carne, a fumegar,
e a tua boca imóvel, sem se abrir.

Anima-se o carrasco ao pressentir
no teu corpo acabado de cair
essa dor que precede a confissão.
Mas tu sabias a ciência rara
que diz que um Homem nunca vira a cara
e morreste aos seus pés dizendo: NÃO !

FERNANDO PEIXOTO

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

CONDECORAÇÃO A FERNANDO PEIXOTO


Dia 25 de Abril, pelas 10.30, no Pavilhão Municipal, junto ao Parque da Lavandeira em Vila Nova de Gaia, Fernando Peixoto vai ser condecorado a título póstumo com a medalha de Mérito Municipal Classe Ouro,por militância cívica.

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

A FLOR DE ABRIL

Com flores, com perfumes, com canções,
com crianças correndo na avenida,
com lagartas, chaimites e canhões
e um cravo na G-3 gritando vida,

com os peitos arfando, e os corações
batendo de alegria desmedida,
subiam e desciam multidões
respirando a manhã reaparecida.

O corpo do meu povo estremeceu
ao ver a Liberdade ali, à mão,
como uma flor que, súbito, aparece.

E a flor da Liberdade, então, colheu,
colocando-a bem junto ao coração
para que Abril ali permanecesse.

FERNANDO PEIXOTO

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Recordações...


ninguém meu amor
Ninguém meu amor
ninguém como nós conhece o sol
Podem utilizá-lo nos espelhos
apagar com ele
os barcos de papel dos nossos lagos
podem obrigá-lo a parar
à entrada das casas mais baixas
podem ainda fazer
com que a noite gravite
hoje do mesmo lado
Mas ninguém meu amor
ninguém como nós conhece o sol
Até que o sol degole
o horizonte em que um a um
nos deitam
vendando-nos os olhos

SEBASTIÃO ALBA

quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Desencontro...

Por entre as curvas da noite perco-me...

Encontro-te...

Encontras-me...

E em ti me enleio,

Em ti navego...

Perdida,

Desencontrada...

Sou eu assim...

Sedenta do teu coração.

Helena Peixoto

AS PALAVRAS QUE NUNCA TE DIREI...

ANNA NORDEL - I´LL STILL LOVE YOU THEN...

Now and again,

I remember how life was back then, oh.

When I held you close to me,

wrapped in your arms, so free.

Even when I'm sad,you play around in my head.

And I just have to smile.

Your memory is loving me.

Somewhere beyond ev'rything we know,

time will flow in a place we'll go.

Someday we'll find truth and peace of mindand

I'll still love you then.

Oh, then we will seeabout ev'ry possibility for us.

Then forever will be ours.

We will know the power of love.

True love never leavesand in my heart

I believe.

And we don't say goodbye.

We'll meet againand I'll love you then.

Somewhere beyond ev'rything we know,

time will flow in a place we'll go.

Someday we'll find truth and peace of mindand

I'll still love you then.

And I'll still love you then.

segunda-feira, 13 de Abril de 2009

História de Portugal em 7 minutos e 17 segundos...

Para que recomecem o tempo de aulas com este resumo, humorístico e muito original da nossa história...

domingo, 12 de Abril de 2009

As músicas da minha vida... IV

sábado, 11 de Abril de 2009

Si tu no estas aqui...

quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Recordando Adriano...

Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira

(n. Avintes, 9 de Abril de 1942 — m. Avintes, 16 de Outubro de 1982), foi um dos maiores músicos portugueses.
Intérprete do Fado de Coimbra e elemento da geração de cantores da resistência ao Estado Novo, conhecida como música de intervenção, cresceu no seio de uma família tradicionalista católica. Concluído o ensino liceal no Porto foi para Coimbra em 1959, estudando Direito. Foi repúblico na Real Repúbica Ras-Teparta, solista no Orfeon Académico de Coimbra, fez parte do Grupo Universitário de Danças e Cantares e do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra e tocou guitarra no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica de Coimbra. Pouco depois editava o primeiro EP, acompanhado por António Portugal e Rui Pato lançando, em 1963, o seu primeiro disco de vinil, Fados de Coimbra, que continha Trova do Vento Que Passa, balada fundamental da sua carreira, com poema de Manuel Alegre, transformado numa espécie de hino do movimento estudantil de contestação ao regime.
Militante do Partido Comunista Português, a partir da década de 1960, envolveu-se nas greves académicas de 1962 e concorreu à Direcção da Associação Académica de Coimbra, numa lista apoiada pelo Movimento de Unidade Democrática (MUD).
Em 1967 gravou o vinil Adriano Correia de Oliveira, que entre outras canções tinha Canção com Lágrimas.
Quando lhe faltava uma disciplina para terminar o curso de Direito, trocou Coimbra por Lisboa, trabalhando no Gabinete de Imprensa da Feira Industrial de Lisboa e como produtor da Editora Orfeu. Em 1969 editou O Canto e as Armas tendo todas as canções poesia de Manuel Alegre. Nesse mesmo ano ganhou o Prémio Pozal Domingues. No ano seguinte sai o disco de vinil Cantaremos e em 1971 Gente d'Aqui e de Agora, que marca o primeiro arranjo, como maestro, de José Calvário, que tinha vinte anos. José Niza foi o principal compositor neste disco que precedeu um silêncio de quatro anos, recusando-se Adriano a enviar os textos à Censura.
Em 1975 lançou Que Nunca Mais, com direcção musical de Fausto e textos de Manuel da Fonseca. Este vinil levou a revista inglesa Music Week a elegê-lo como Artista do Ano.
Fundou a Cooperativa Cantabril e publicou o seu último álbum, Cantigas Portuguesas, em 1980. No ano seguinte, numa altura em que a sua saúde já se encontrava degradada, rompeu com a direcção da Cantabril e ingressou na Cooperativa Era Nova. Em 1982, com quarenta anos, num sábado, dia 16 de Outubro, morreu em Avintes, nos braços da mãe, vitimado por uma hemorragia esofágica.

Para Meditar...

A minha amiga Branca enviou este texto delicioso que não resisti a partilhar com todos... Esta é mesmo para meditar...

Leonardo Boff explica:

"No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga: - "Santidade, qual é a melhor religião?"


Esperava que ele dissesse:


"É o budismo tibetano" ou "São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo".


O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou:


"A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor."


Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:


- "O que me faz melhor?"


Respondeu ele:


- "Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..."


Calei, maravilhado, e até aos dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável .

segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Músicas da Minha Vida... III

Sim, foi assim que a minha mão

Surgiu de entre o silêncio obscuro

E com cuidado, guardou lugar

À flor da Primavera e a tudo

Manhã de Abril

E um gesto puro

Coincidiu com a multidão

Que tudo esperava e descobriu

Que a razão de um povo inteiro

Leva tempo a construir

Ficámos nós

Só a pensar

Se o gesto fora bem seguro

Ficámos nós

A hesitar

Por entre as brumas do futuro

A outra acção prudente

Que termo dava

À solidão da gente

Que deseperava

Na calada e fria noite

De uma terra inconsolável

Adormeci

Com a sensação

Que tinhamos mudado o mundo

Na madrugada

A multidão

Gritava os sonhos mais profundos

Mas além disso

Um outro breve início

Deixou palavras de ordem

Nos muros da cidade

Quebrando as leis do medo

Foi mostrando os caminhos

E a cada um a voz

Que a voz de cada era

A sua voz

A sua voz

Para a Madalena e Catarina...

Para as duas princesas mais bonitas do mundo... de quem gosto "desde aqui até à lua e desde a lua até aqui"...

Adivinha O Quanto Gosto De Ti - André Sardet


Já pensei dar-te uma flor,

com um bilhete,

mas nem sei o que escrever.

Sinto as pernas a tremer,

quando sorris p'ra mim,

quando deixo de te ver.

Vem jogar comigo um jogo,

eu por ti e tu por mim.

Fecha os olhos e adivinha,

quanto é que eu gosto de ti.

(Refrão)

Gosto de ti,

desde aqui até à lua.

Gosto de ti,

desde a Lua até aqui.

Gosto de ti,

simplesmente porque gosto.

E é tão bom viver assim.

Ando a ver se me decido,

como te vou dizer,

como hei-de te contar.

Até já fiz um avião,

com um papel azul,

mas voou da minha mão.

Vem jogar comigo um jogo,

eu por ti e tu por mim.

Fecha os olhos e adivinha,

quanto é que eu gosto de ti.

(Refrão)

Gosto de ti,

desde aqui até à lua.

Gosto de ti,

desde a Lua até aqui.

Gosto de ti,

simplesmente porque gosto.

E é tão bom viver assim.

Quantas vezes eu parei à tua porta.

Quantas vezes nem olhaste para mim.

Quantas vezes eu pedi que adivinhasses.

Quanto é que eu gosto de ti.

(Refrão)

Gosto de ti,

desde aqui até à lua.

Gosto de ti,

desde a Lua até aqui.

Gosto de ti,

simplesmente porque gosto.

E é tão bom viver assim.

Músicas da Minha Vida... II

A brisa do coração...

O segredo a descobrir está fechado em nós
O tesouro brilha aqui embala o coração mas
Está escondido nas palavras e nas mãos ardentes
Na doçura de chorar nas carícias quentes


No brilho azul do ar uma gaivota
No mar branco de espuma sonoro
Curiosa espreita as velas cor de rosa
À procura do nosso tesouro


A brisa brinca como uma gazela
Sobre todo o branco e a rua do Ouro
Curiosa espreita a fenda da janela
A procura do nosso tesouro.

Para Recordar...

Tanto Mar...

Foi bonita a festa, pá

Fiquei contente

Ainda guardo renitente

Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá

Mas certamente

Esqueceram uma semente

Nalgum canto de jardim

Sei que há léguas a nos separar

Tanto mar, tanto mar

Sei, também, quanto é preciso, pá

Navegar, navegar

Canta primavera, pá

Cá estou carente

Manda novamente

Algum cheirinho de alecrim.

Músicas da Minha Vida... I

domingo, 5 de Abril de 2009

Onde estará o meu amor...

Como esta noite findará

E o sol então rebrilhará

Estou pensando em você...

Onde estará o meu amor?

Será que vela como eu?

Será que chama como eu?

Será que pergunta por mim

Onde estará o meu amor?

Se a voz da noite responder

Onde estou eu, onde está você

Estamos cá dentro de nós

Sós...Onde estará o meu amor?

Se a voz da noite silenciar

Raio de sol vai me levar

Raio de sol vai lhe trazer

Onde estará o meu amor?

Sonata de Outono

SONATA DE OUTONO


Inverno não é 'inda mas Outono

Na sonata que bate no meu peito

Poeta distraído, cão sem dono

Até na própria cama em que me deito

Inverno não é 'inda mas Outono

Na sonata que bate no meu peito

Acordar é a forma de ter sono

No presente e no pretérito imperfeito

Mesmo eu de mim próprio me abandono

Se o rigor que me devo não respeito

Acordar é a forma de ter sono

No presente e no pretérito imperfeito

Morro de pé

Mas morro devagar

A vida é afinal o meu lugar

E só acaba quando eu quiser

Não me deixo ficar

Não pode ser

Peço meças ao Sol, ao céu, ao mar

Pois viver é também acontecer

A vida é afinal o meu lugar

E só acaba quando eu quiser


José Carlos Ary Dos Santos

terça-feira, 24 de Março de 2009

UM EXEMPLO DE VIDA...

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Não resisti a partilhar o video que um amigo me enviou... É um exemplo para todos nós... Quando sentir que lhe faltam as forças veja este Homem...

quarta-feira, 18 de Março de 2009

PARA O MEU PAI

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Lindo...

domingo, 15 de Março de 2009

Perigos do MSN e HI5 - Um Alerta

A todos os pais, adolescentes e demais. Para ler, divulgar e pensar muito bem no assunto
- Vale a pena ler... A SÉRIO

Após deixar os livros no sofá ela decidiu lanchar e entrar online.
Assim, ligou-se com o seu nome de código (nick): Docinho14.
Procurou na sua lista de amigos e viu que Meteoro123 estava ligado.
Enviou-lhe uma mensagem instantânea:
Doçinho14: Oix. Que sorte estares aí! Pensei que alguém me seguia na Rua hoje. Foi mesmo esquisito!
Meteoro123: Lol. Vês muita TV. Por que razão alguém te seguiria? Não moras num local seguro da cidade?
Docinho14; Com certeza. Lol. Acho que imaginei isso porque não vi ninguémquando me virei.
Meteoro123: A menos que tenhas dado o teu nome online. Não fizeste isso, pois não?
Docinho14: Claro que não. Não sou idiota, já sabes.
Meteoro123: Jogaste vólei depois das aulas, hoje?
Docinho14: Sim e ganhamos!
Meteoro123: Óptimo! Contra quem?
Docinho14: Contra as Vespas do Colégio da Sagrada Família. LOL. Os uniformes Delas são um nojo! Pareciam abelhas. LOL
Meteoro123: Como se chama a tua equipa?
Docinho14: Somos os Gatos de Botas. Temos garras de tigres nos uniformes. São impecáveis.
Meteoro123: Jogas ao ataque?
Docinho14: Não, jogo à defesa. Olha: tenho que ir. Tenho que fazer os TPC antes que cheguem os meus pais. Xau!
Meteoro123: Falamos mais tarde. Xau.
Entretanto, Meteoro123 foi à lista de contactos e começou a pesquisar sobre o Perfil dela.
Quando apareceu, copiou-o e imprimiu-o.
Pegou na caneta e anotou o que sabia de Docinho até agora.
Seu nome: Susana aniversário: Janeiro 3, 1993. Idade.: 13. Cidade onde vive: Porto.
Passatempos: vólei, inglês, natação e passear pelas lojas.
Além desta informação sabia que vivia no centro da cidade porque lho tinha contado recentemente.
Sabia que estava sozinha até às 6.30 todas as tardes até que os pais voltassem do trabalho.
Sabia que jogava vólei às quintas-feiras de tarde com a equipa do colégio, osGatos de Botas. O seu número favorito, o 4, estava estampado na sua camisola.

Sabia que estava no oitavo ano no colégio da Imaculada Conceição. Ela tinha contado tudo em conversas online.
Agora tinha informação suficiente para encontrá-la. Susana não contou aos pais sobre o incidente ao voltar do parque. Não queria que ralhassem com ela e a impedissem de voltar dos jogos de vólei a pé.
Os pais sempre exageram e os seus eram os piores. Ela teria gostado não ser filha única. Talvez se tivesse irmãos, os seus pais não tivessem sido tão super protectores.
Na quinta-feira, Susana já se tinha esquecido que alguém a seguira.
O seu jogo decorria quando, de repente, sentiu que alguém a observava. Então lembrou-se. Olhou e viu um homem que a observava de perto. Estava inclinado contra a cerca na arquibancada e sorriu quando o viu. Não parecia alguém de quem temer e rapidamente desapareceu o medo que sentira.
Depois do jogo, ele sentou-se num dos bancos enquanto ela falava com o treinador. Ela apercebeu-se do seu sorriso mais uma vez quando passou ao lado. Ele acenou com a cabeça e ela devolveu-lhe o sorriso. Ele confirmou o seu nome nas costas da camisola. Sabia que a tinha encontrado.
Silenciosamente, caminhou a uma certa distância atrás dela. Eram só uns quarteirões até casa dela. Quando viu onde morava voltou ao parque e entrou no carro. Agora tinha que esperar. Decidiu comer algo até que chegou a hora de ir à Casa da menina. Foi a um café e sentou-se.
Mais tarde, nessa noite, Susana ouviu vozes na sala. "Susana, vem cá!", chamou o seu pai.
Parecia perturbado e ela não imaginava porquê.
Entrou na sala e viu o homem do parque no sofá. "Senta-te aí", disse-lhe o pai, "este senhor acaba de nos contar uma história muito Interessante sobre ti". Susana sentou-se.
Como poderia ele contar-lhes qualquer coisa? Nunca o tinha visto senão nesse mesmo dia!
"Sabes quem sou eu?" perguntou o homem.
"Não", respondeu Susana.
"Sou polícia e teu amigo do Messenger - Meteoro123".
Susana ficou pasmada.
"É impossível! Meteoro123 é um rapaz da minha idade! Tem 14 e mora em Braga!".
O homem sorriu. "Sei que te disse tudo isso, mas não era verdade.
Repara, Susana, há gente na Internet que se faz passar por miúdos; eu era um deles. Mas enquanto alguns o fazem para molestar crianças e jovens, eu sou de um grupo de pais que o faz para proteger as crianças dos malfeitores.
Vim para te ensinar que é muito perigoso falar online.
Contaste-me o suficiente sobre ti, para eu te achar facilmente.
Deste-me o nome da tua escola, da tua equipa e a posição em que jogas. O número e o teu nome na camisola fizeram com que te encontrasse facilmente.
Susana gelou. "Quer dizer que não mora em Braga?".
Ele riu-se: "Não, moro no Porto. Sentiste-te segura achando que morava longe, não é?" "Tenho um amigo cuja filha não teve tanta sorte: foi assassinada enquanto estava sozinha em casa.
Ensinam-se as crianças e jovens a não dizer a ninguém quando estão sozinhos, porém contam isso a toda a gente pela internet.
As pessoas maldosas enganam e fazem-se passar por outras para tirar informação de aqui e de lá online.
Antes de dares por isso, já lhes contaste o suficiente para que te possam achar sem que te apercebas.
Espero que tenhas aprendido uma lição disto e que não o faças de novo.
Conta aos outros sobre isto para que também possam estar seguros". "Prometo que vou contar!".


AGORA: Por favor, envia isto aos teus amigos para que não forneçam informações sobre si próprias.
O mundo em que hoje vivemos é perigoso demais.


REENVIA ISTO TAMBÉM A PESSOAS SEM FILHOS PARA QUE O ENVIEM AOS SEUS AMIGOS QUE TÊM FILHOS E NETOS. CUIDADO COM AS INFORMAÇÕES QUE PASSAS NO HI5, NO MSN OU AINDA OUTROS.

Para os jovens que cruzam a minha vida todos os dias...

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Uma história verdadeira

Um dia o filho pediu ao pai:
"Papa, vens correr comigo a maratona?"
O pai responde que sim, e ambos correm a primeira maratona juntos.Um outro dia, volta a perguntar ao pai se quer voltar a correr a maratona com ele, ao que o pai responde novamente que sim. Correm novamente os dois. Certo dia, o filho pergunta ao pai:
"papa, queres correr comigo o Ironman?
(O Ironman é o mais difícil...exige nadar 4 km, andar de bicicleta 180 km e correr 42 km) e o pai diz que sim.Isto é tudo muito simples...até que se vejam estas imagens...fantástico!

quarta-feira, 11 de Março de 2009

Porque os amigos são um tesouro que devemos preservar...

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domingo, 8 de Março de 2009


No Dia Internacional da Mulher não quis deixar de recordar um dos homens que melhor homenageou as mulheres... o meu Pai. Fui ao baú das recordações e encontrei este poema que dedicou à minha mãe. É a homenagem a um percurso de vida e a todas as mulheres.





O que ao longo da vida fui fazendo:
Tantos vôos e sonhos projectados,
Os múltiplos caminhos percorrendo
Com obstáculos sempre ultrapassados

As teias com que fui entretecendo
Os projectos vividos e alcançados,
A filha que me deste e foi crescendo
Consumando desejos partilhados,

São hoje o resultado da vivência
De um percurso trilhado em unidade,
Dividindo entre os dois prazer e dor.

Se os anos nos deram experiência
Mostraram-nos também essa verdade
De aumentar dia – a - dia o nosso amor.

Foste essa mãe que sempre imaginei,
Essa esposa fiel e dedicada,
Afinal a mulher com que sonhei
E que se deu sem nunca esperar nada.

Sempre em ti me revi e projectei
A vida que queria partilhada
E apenas nos teus braços encontrei
Essa paz tão distante e desejada.

Teus lábios, devolveram a frescura
Que há tanto eu procurava, angustiado,
Em busca do aroma duma flor.

De teus lábios me veio essa ternura
E deles recebi, apaixonado,
Os teus beijos, Helena, meu Amor !


05 de Dezembro de 2002-12-05





I
Encontrámo-nos na encruzilhada do Tempo
e falámos do caminho percorrido
e das palavras antigas repousando
no fundo das masmorras de gritos
e de um sol ainda a descobrir
no horizonte vítreo da estrada larga

Falando de nós
descobrimos os ínvios caminhos
de um percurso involuntário e semelhante
e sorrimos sem qualquer esperança
sorrimos apenas
para aumentar o tempo de nos encontrarmos

Falando de nós
constatámos a geometria dos nossos gestos
e admirámos o cinzento amargo dos sonhos
e sorrimos sem qualquer esperança
sorrimos apenas
para aumentar o tempo de nos vermos

Falando de nós
encontrámos o eco das palavras
e pasmámos ante a nudez dos corpos
e sorrimos sem qualquer esperança
sorrimos apenas
para aumentar o tempo de estarmos nus

Falando de nós
despimos a vergonha de chorarmos ambos
e demos as mãos num desejo solidário
e sorrimos sem qualquer esperança
sorrimos apenas
para aumentar o tempo das nossas lágrimas

Mas
falando de nós
sentimos de súbito uma aragem fria
um sopro de nortada um arrepio
um perigo comum sobre as cabeças
e demos as mãos num desespero
de dentes cerrados e coragem
e lado a lado
pela estrada larga
proclamámos a força da mudança

Encontrámo-nos na encruzilhada do tempo
e
num beijo de mútua decisão
dissemos da força do futuro
ao alcance dos nossos passos

Diante de nós rompeu o sol sorrindo
no horizonte vítreo da estrada larga




Nas tuas mãos
amor
depus a minha sede de mudança
Tu
sorriste
devagar
e devolveste-me a aragem duma esperança



Oh como adorava ver-te
de perfil
o ventre grávido
e orgulhoso
transportando o futuro



Naquela tarde de Junho
Lena
encheste os meus olhos de lágrimas
e eu percebi
que um homem também chora de alegria



E depois de mil dias de prazer

deste-me o sol
na filha que te encheu o ventre



Porque tens nos lábios
a força da Paz
beijo-te em cada dia
com redobrado amor


FERNANDO PEIXOTO

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

PARABÉNS AVÓ!



A minha filha Madalena acaba de me perguntar quem é a senhora do retrato, que desde sempre está pendurado na parede do quarto dela… É engraçado a Madalena, que é das crianças mais curiosas que conheço, nunca me ter feito tal pergunta. Já algumas vezes eu lhe tinha falado na Avó Lela, cuja relação comigo nunca ficou muito clara naquela cabecita que começa a dar os primeiros passos nas complicações dos parentescos. E logo hoje, no dia de aniversário da Avó Lela a pequenota deixa-me quase sem palavras… Como explicar-te que a senhora do retrato foi uma das mulheres mais importantes da minha vida… Como dizer à minha pequenina que as canções que lhe canto tantas vezes, as ouvi cantadas à minha avó, que não tinha muita musicalidade na voz, e até adulterava as letras, mas dava sempre ao que cantava uma doçura que ainda hoje me faz tentar escutar a sua voz, no meio das minhas recordações… que essa voz ainda me faz sentir conforto e ainda me aquece quando o frio da vida, que tantas vezes é madrasta, me ameaça gelar por dentro… Um dia Madalena, vais perceber que a beleza do nome que te dei é uma homenagem à mulher que me criou… que Maria Madalena que dizes com tanto orgulho, quando te perguntam o nome, é o nome da mulher que sem saber ler nem escrever tornou a minha infância cheia de sonhos e de histórias… A mulher que me ensinou que, na vida, podemos ser o que quisermos, só temos é de lutar muito…
Como dizer-te Madalena, que foi com a minha avó que aprendi a inventar histórias no momento, que sorrio sempre que me dizes que a história que contei no dia anterior não era assim… que me revejo nela sempre que tenho de te iludir para te meter mais uma colher de sopa na boca… e como eu sei agora o calvário que ela passou para eu comer… afinal tu és igualzinha..
Mas foi também com a Avó Lela que aprendi a amar o lugar onde nasci, a conhecer cada pessoa (e como eu detestava quando ela me obrigava a dar mais um beijinho a alguma velhota qualquer!), a conversar sem pressões do tempo, a “matar” a melancolia com um fado (o rádio ligado era presença obrigatória lá em casa) e a sorrir… sorrir sempre que saía à rua ainda que as dores quase a impedissem de andar.
Sabes Madalena, adorava que vocês se tivessem conhecido… ela ia-se rever tanto em ti… E não era só na cor dos teus olhos com que me encantaste na primeira vez que te puseram nos meus braços, é na forma como falas, como olhas de frente a vida, como sorris e como oscilas entre a tua teimosia e a doçura…
Se fechar os olhos ainda consigo sentir a doçura das carícias, daquelas mãos cheias de artroses, mas com um carinho tal que superavam todas as penas…
Um dia quando cresceres, espero ouvir-te contar do teu primeiro beijo, do namorado com quem te zangaste, do professor que foi injusto… e espero ter sempre tempo e capacidade de estar atenta, como a Avó Lela sempre esteve… espero ter montanhas de segredos contigo e poder ler nas entrelinhas… E ser para ti a “rocha” forte e o porto onde te possas abrigar…
Como contar-te Madalena das tardes que passávamos juntas apenas a “coscuvilhar” e a ouvir os “discos pedidos” na rádio… e como eu a enganava a fingir que estava a estudar quando na verdade lia apenas um romance qualquer que me entusiasmava no momento…
Sabes Madalena a Avó Lela hoje faria anos, muitos anos… e na foto, de onde olha para ti vai estar sempre a proteger-te e afastar os sonos maus, como ainda hoje faz comigo… Curiosamente não me perguntas se morreu, nem onde está… será que percebes que ela vai estar sempre aqui, que está no teu nome, no teu olhar ou na doçura com que me embalou e hoje embalas as tuas bonecas…
Olho-te e luto para que não percebas que as saudades me corroem por dentro… que a vejo sempre que o vermelho de um cravo me aparece ante o olhar… Mas que renasço a cada dia, porque foi nela que bebi toda esta força para enfrentar os pretos e os cinzentos, transformando-os em claras manhãs de sol.
Sabes Madalena há amores que são perfeitos e nunca acabam… ainda que o tempo nos afaste… que podemos fechar os olhos com força e “matar” todas as saudades de um colinho ou de um abraço, porque o mundo é nosso, é uma estrela na palma da nossa mão.
Esta noite vou deitar-me e fechar os olhos, deixar que a Avó Lela afaste os meus fantasmas, ficar de novo pequenina… e dizer-lhe bem baixinho: “Parabéns Avó!”.


15.04.2007


HELENA PEIXOTO

sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

OPINIÃO DE PAULO COELHO SOBRE O CORPO FEMININO









Não importa o quanto pesa.

É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher.

Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor ideia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem.

Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheiinhas, femininas....

Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fracção de segundo.

As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são rectas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato,são equivalentes a mil viagras.

A maquilhagem foi inventada para que as mulheres a usem.

Usem!

Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam connosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão. É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulimica e nervosa logo procura uma amante cheiinha, simpática,tranquila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objectiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda. As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer,come com vontade (a dieta virá em Setembro, não antes;quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboreia e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre,algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa...viveram!

O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesarianas e demaiscoisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.

Cuidem-no!

Cuidem-se!

Amem-se!

A beleza é tudo isto.


Paulo Coelho


terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

CERIMONIA DE ENCERRAMENTO DO AMASPORTO

Dia 08 de Fevereiro – 16 horas
CERIMÓNIA DE ENCERRAMENTO-Auditório Paroquial da Igreja de Ramalde

Entrega das Placas Associativas aos Grupos Participantes
Atribuição dos “PRÉMIO TALMA”
TRIBUTO A FERNANDO PEIXOTO
Actor,Encenador,Historiador,Teatrólogo,Escritor, Dramaturgo,Professor e Poeta-Prémio Talma 2000
(N.25 Julho 1947 –F.03 OUT.2008)

Colaboração de Helena Peixoto (filha), Manuel Ângelo, Roberto Merino, Sérgio Marques,Francisco Santos e do músico/actor, da C.T.Ramalde – David Ferreira

Encenação do Poema “A LOUCURA DO POETA” – excerto de uma cena,da peça “BAR DOS LILAZES” (2008, enc. Alfredo Correia),pelo Grupo de Teatro ACGITAR-Jovim/Gondomar

domingo, 1 de Fevereiro de 2009

BONECA DE TRAPOS







À minha filha Maria Helena


Dei-te uma boneca
feita de pedaços,
vestida de chita,
cabelos com laços.

Dei-te uma boneca
(era o teu desejo)
pulaste contente
e deste-me um beijo!

Dei-te uma boneca,
boneca de trapos,
boneca que é linda
por ser de farrapos.

Dei-te uma boneca
e, ao vê-la, sorriste,
deitaste-a na cama,
com ela dormiste.

Dei-te uma boneca
e ainda sorris...
Boneca sem rosto,
Sem boca ou nariz.

Ficaste contente,
de cabeça à roda.
Contigo, a boneca
corre a casa toda.

Ela ri, ela chora,
ela canta canções,
ela corre, ela salta,
ela dá trambolhões.

Se brinca contigo
tem alma e tem vida,
se não ‘stás em casa
repousa, esquecida.

Boneca de trapos
que levaste à rua
cheia de orgulho
porque ela era... TUA!

Dei-te uma boneca
feita de pedaços:
tu deste-me em troca
mil beijos e abraços!


FERNANDO PEIXOTO

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

HOMENAGEM A FERNANDO PEIXOTO



No próximo dia 31 de Janeiro, pelas 21.45, a Tuna Musical de Santa Marinha, com o apoio do Curso Superior de Teatro da Escola Superior Artística do Porto, do Teatro Arado, da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Gaianima e da Junta de Freguesia de Santa Marinha, homenageiam o Poeta e Homem de Teatro, Fernando Peixoto, numa noite de evocação, com a presença dos seus amigos, colaboradores e alunos. Através da poesia e das palavras evocarão a obra literária e pedagogia deste cidadão do mundo que entregou a sua vida á obra social, politica e cultural de Vila Nova de Gaia e da Freguesia de Santa Marinha.

Estará patente na sede da Tuna Musical de Santa Marinha uma exposição biográfica do autor.

Contamos com a sua presença.

Gilberto Albuquerque (Presidente da Tuna Musical de Santa Marinha)







segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009












Um dia quando a ternura for a única regra da manhã,

acordarei entre os teus braços,

a tua pele será talvez demasiado bela

e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.

Um dia quando a chuva secar na memória.

quando o inverno for tão distante,

quando o frio responder devagar com a voz arrastada de um velho,

estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito de nossa janela,

sim, cantarão pássaros,

haverá flores,

mas nada disso será culpa minha,

porque eu acordarei nos teus braços e não direi nenhuma palavra,

nem o princípio de uma palavra,

para não estragar a perfeição da felicidade.



José Luis Peixoto




segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Pássaro de Fogo


Se quiseres voar, amor…
Pensa em mim…
Nos meus sonhos és um pássaro,
Um feixe de luz esvoaçando no meu rosto…

Se quiseres voar, amor…
Pensa em mim…
Eu dar-te-ei asas de fogo
E saíras devastando os céus da voluptia…

Se quiseres voar, amor…
Pensa em mim…
Mergulha nos meus olhos que te dão vida,
Sulca o meu corpo como um barco
E mergulha com paixão no meu mar…

Ganharás asas,
Percorrerás céu e inferno

E descansarás, sereno, á noite nos meus braços…


Helena Peixoto

sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

NA DANÇA DO TEU OLHAR...





Descanso no teu olhar...
Nessa escuridão profunda de doçura...
Inebrias-me, entonteces-me...
Delicias-me...
Sofrega, sorvo o teu beijo,
Repouso no ardor do teu abraço...
Na dança do teu olhar, perco-me...
E no mesmo instante encontro o mais profundo do meu ser...
O âmago da minha alma...
E esta ânsia inebriante,
De contigo viver a mais bela história de amor...


Helena Peixoto

quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Pai...


Apareceste-me num sonho…
E por breves momentos,
O azul cristalino do teu olhar,
No mais belo sorriso,
Tornou menos cinzento o mundo…
E eu pude voltar a sonhar…
Com o calor do teu abraço,
Com a tua ternura das tuas caricias,
Com a voz forte que me aquecia e serenava…
E a paz…
Essa paz, Pai,
Uma serenidade tão doce que me transmitias,
Enquanto toda eu era conflito e angústia…

Mas acordei…
E procurei-te Pai…
Mas já não estavas comigo…

O que faço com este grito de dor que me sufoca a garganta?
E esta angústia tão amarga…

Onde estás tu, Papá?
Porque não me ouves,
Porque não me abraças?
Porque não me dás o teu colo?
Porque já não escuto a voz poderosa?

Tanta angústia Pai…
Tanta solidão,
Tanta saudade…
Deste poema da Vida que escreveste
E do qual partiste tão abruptamente…

É nas minhas filhas que revejo o teu sorriso…
E resignada, fecho os olhos á noite,
Acalentando uma Esperança…
De te reencontrar no Paraíso…




Helena Peixoto

31.12.2008

terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Só um sonho...




O meu corpo gelou...


Acordei...


O sonho tinha acabado,


Já não dormitavas abraçado a mim,


Nem o teu calor me aquecia,


Já não tocava o teu rosto,


Enlevada na suavidade do teu sorriso,


Nem sequer me deliciava o tom quente na tua voz...


Já não estavas aqui,


Nem me acariciavas o cabelo,


Já não me olhavas,


Ou tocavas o meu corpo...


Já não saboreavas os meus lábios,


Nem ouvia a forma doce como pronunciavas o meu nome,


Já não passeavas,


Vagueando na minha pele...


Estava frio...


Muito frio...e era ainda noite,


Num suspiro percebi que tinhas sido...


Só um sonho...








Helena Peixoto

Amor...

Pouso os meus olhos
Na serenidade do teu olhar
Inebrias-me, entonteces-me…
Vagueio nas nuvens do Paraíso
E dou por mim a sonhar…
Como um Cupido que me trespassa
Como gelo em fogo que entra em mim…

Não sei se és sonho ou realidade…
Se desvario da imaginação,
Ou segredo oculto que quero calar… e não consigo…

Sei que a negritude do teu olhar
Se transforma em flecha no meu peito…
E as tuas palavras transformam-se
No som embriagante do mar ao pôr-do-sol…

Como Ícaro em esperança
Subo ao arco-íris do teu olhar
E saboreio a magia,
Deixo que me sorvas a alma…

Como Ariadne teço um fio de loucura
Que conduz a ti…
Como Penélope aguardo o teu toque
E faço-me Afrodite a sonhar


Com o toque dos teus lábios sobre os meus.








Helena Peixoto

sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

PARA TI...
















O teu toque é doce,
Tens a ternura das ondas que se enroscam
A medo na areia da praia...
És porto de abrigo...
Quero-te em mim...
Abraça-me como fazes à noite,
Sussurra que o meu mundo tem sentido...
No teu calor eu sinto a vida,
No teu corpo navego,
Primeiro a medo,
Mas depois como um veleiro que cruza os mares,
De encontro ao sol do novo dia...
Fazes-me sentir chamas no teu respirar,
Deixa-me repousar no teu abraço...
E sentir a cada dia esta magia,
De aprendermos juntos a amar...



Helena Peixoto

O TEU OLHAR É O MAIS DOCE
















(Para as minhas filhas...)

Matas-me com o teu olhar,
Desço aos infernos,
Subo aos céus...
Se me olhas triste, quero punir o mundo,
Ninguém pode fazer sofrer uma rosa...
Se me sorris respiro vida...
Toda eu me encho de luz e calor.
Fazes de mim o que queres...
Não consigo resistir,
Sou e serei,
Escrava das correntes desse amor...
Que me mata se tu sofres,
E me ilumina se sorris...
Mas uma verdade é real...
É nesse olhar que vivo,
É nesse olhar que cresço e me sinto mais mulher...
Pois para mim, minha flor,
O teu olhar é o mais doce...

EM OUTUBRO O SOL BRILHOU Á NOITE...




(Para a Catarina)

Em Outubro o sol brilhou à noite,
E tu brotaste do meu ventre
Querendo abraçar a vida.

Em Outubro o sol brilhou à noite,
Um grito de luz rasgou as trevas,
Do escuro, um raio de vida irrompeu.

Em Outubro o sol brilhou à noite,
E a vida ficou mais doce ao som do teu olhar...

És um botão de rosa que nasceu,
Princesa dos meus sonhos,
Nessa noite, ao ter-te nos meus braços,Abracei p’ra sempre o Paraíso


Helena Peixoto

MADALENA


Dormes serena,
Como se a noite fosse um lago
De água cristalina e transparente
Onde brincas com peixes de mil cores...
Nas margens, fadas e duendes
Tecem-te mantos de luz e cor...
Tanta doçura, princesa !
Quando acordas,
A vida explode em ti,
Fazes magia em tudo o que tocas
Num sorriso tão doce...
Chamas por mim...
Como tornas fabulosa a palavra Mãe...

Madalena,
Fada das histórias de encantar,
Nesse mar azul dos teus olhos
Fazes-me aprender a sonhar...


Helena Peixoto

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008


A cada dia que passa as saudades são cada vez maiores... Mas escrever é fazer com que prevaleças em mim para sempre... Até sempre Pai!...

PARA TI PAI... (19.03.2003)

Ter-te a meu lado é, em cada dia,
Um renovar da esperança,
Como uma força hercúlea que me retira do poço em que o desespero me faz mergulhar...
Um sopro que me eleva aos céus da vontade,
Uma inspiração oculta que me incentiva a pugnar contra os moinhos da minha imaginação...
Conheces de cor os caminhos que conduzem à minha felicidade...
E somos juntos um piano que se toca a quatro mãos...
Por tudo isto e muito mais...
Te escolheria para seres meu Pai...

Noite de Verão



O mar beijou-me os dedos...
O sal da água penetrou-me os poros...
Suspirei,
Pensava em ti...
Por mais que tentasse afastar-me,
Era o teu cheiro que sentia em mim,
Era o teu toque que ainda sobrevivia no meu corpo...
O nó na garganta ameaçava transformar-se em lágrimas...
Fechei os olhos,
Mas a lua continuava a inundar-me o olhar...
Numa força cega o meu corpo clamava pelo teu...
E entreguei-me,
Ás ondas,
Ao mar,
Ao destino,
A ti...
Um toque no cabelo despertou-me,
As lágrimas que me dançavam no rosto
Foram aquecidas num sorriso...
Estava confusa,
Sequer sabia se vivia a realidade ou um belo sonho,
Mas queria viver...
Queria sentir,
Ainda que fosse só em sonhos,
O teu toque sedento no meu corpo,
Os lábios que passeavam o meu pescoço,
O calor que fazia transformar em chamas o meu sangue...
E, sôfrega fui tua...
Misturei o meu amor no sal das ondas...
E, Iemanjá que nos olhava, sorriu
Abençoando, para sempre, o nosso amor...
HELENA PEIXOTO